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Por que Estou Engordando 10 Possíveis Causas do Ganho de Peso

Perceber que o peso está aumentando pode gerar uma dúvida bastante comum: por que estou engordando?

O ganho de peso pode acontecer por uma combinação de fatores. Para entender melhor como alimentação, atividade física e hábitos do dia a dia se relacionam com a perda de peso, veja também o nosso Emagrecimento: Guia Completo para Perder Peso com Saúde.

Por isso, antes de cortar vários alimentos ou começar uma dieta muito restritiva, vale observar o conjunto dos seus hábitos e entender o que pode estar contribuindo para essa mudança.

Neste artigo, você vai conhecer 10 possíveis causas do ganho de peso e entender o que pode ser feito para cuidar melhor da alimentação e da rotina.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica ou nutricional. O ganho de peso persistente ou sem explicação deve ser investigado por um profissional de saúde.

Por que estou engordando?

O ganho de peso é um fenômeno multifatorial. Isso significa que diferentes fatores podem atuar ao mesmo tempo.

Segundo o Ministério da Saúde — Excesso de peso e obesidade, fatores biológicos, comportamentais, ambientais e sociais podem participar do desenvolvimento do excesso de peso. Entre eles estão a alimentação, a inatividade física, o sono insuficiente e o uso de determinados medicamentos.

Veja a seguir algumas das possíveis causas.

1. Você pode estar consumindo mais calorias do que imagina

Uma das possibilidades é o consumo de mais energia do que o organismo utiliza ao longo do dia.

Isso não significa necessariamente comer grandes quantidades nas refeições principais. Pequenas diferenças diárias podem aparecer em alimentos e bebidas consumidos entre as refeições.

Por exemplo:

  • bebidas açucaradas;
  • cafés muito calóricos;
  • doces;
  • biscoitos;
  • molhos;
  • alimentos ultraprocessados;
  • porções maiores do que o necessário;
  • beliscos ao longo do dia.

Esses alimentos não precisam ser completamente proibidos. O mais importante é observar a frequência, as quantidades e o conjunto da alimentação.

Para quem sente muita fome ao longo do dia, também pode ser útil conhecer estratégias para aumentar a saciedade. Veja Como Controlar a Fome: 12 Estratégias para Aumentar a Saciedade.

2. Sua alimentação pode ter mudado aos poucos

Às vezes, o ganho de peso não acontece depois de uma grande mudança.

Ele pode ser resultado de pequenas alterações acumuladas durante semanas ou meses.

Talvez você tenha começado a:

  • comer mais fora de casa;
  • pedir comida por delivery com maior frequência;
  • consumir mais lanches;
  • trocar água por bebidas calóricas;
  • comer enquanto assiste televisão;
  • aumentar o tamanho das porções;
  • deixar de preparar refeições em casa.

Como essas mudanças acontecem gradualmente, é fácil não perceber a relação com o aumento do peso.

Uma boa estratégia é observar sua alimentação durante alguns dias, sem tentar fazer mudanças radicais imediatamente.

3. Você pode estar se movimentando menos

A redução da atividade física também pode contribuir para o ganho de peso.

Isso pode acontecer quando a pessoa muda de emprego, passa mais tempo sentada, deixa de caminhar ou reduz atividades que costumava fazer regularmente.

O Ministério da Saúde destaca que a atividade física contribui para o controle do peso e recomenda incorporar movimentos à rotina de acordo com as possibilidades e condições de cada pessoa.

Não é necessário começar com exercícios intensos.

Caminhar, subir escadas, cuidar da casa, trabalhar no jardim e outras atividades do cotidiano também aumentam o movimento ao longo do dia.

4. O excesso de alimentos ultraprocessados pode estar participando

Alimentos ultraprocessados podem facilitar o consumo excessivo porque costumam ser práticos, muito palatáveis e fáceis de consumir em grandes quantidades.

Refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, doces e diversos produtos prontos podem fazer parte da alimentação ocasionalmente, mas uma rotina baseada nesses produtos pode dificultar uma alimentação equilibrada.

O Ministério da Saúde destaca a importância de priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e reduzir o consumo de ultraprocessados.

Em vez de pensar apenas em retirar alimentos, uma alternativa é aumentar gradualmente a presença de:

  • frutas;
  • verduras;
  • legumes;
  • feijão;
  • ovos;
  • carnes;
  • leite e derivados;
  • cereais e outros alimentos minimamente processados.

5. Dormir pouco pode influenciar o peso

O sono também merece atenção.

Dormir pouco ou ter uma rotina de sono de baixa qualidade pode afetar o apetite, aumentar o cansaço e dificultar a manutenção de hábitos saudáveis.

Além disso, quando a pessoa está cansada, pode ser mais difícil manter a disposição para atividades físicas e preparar refeições equilibradas.

A Mayo Clinic — Obesity: Symptoms and causes inclui a falta de sono entre os fatores que podem estar associados ao ganho de peso.

Isso não significa que dormir pouco, isoladamente, fará uma pessoa engordar. O peso corporal resulta da combinação de vários fatores.

Por isso, se você percebeu que passou a dormir menos ao mesmo tempo em que ganhou peso, vale considerar essa mudança dentro do conjunto da sua rotina.

6. O estresse pode estar afetando sua alimentação

Períodos de estresse podem modificar os hábitos alimentares.

Algumas pessoas passam a comer mais, enquanto outras mudam os horários das refeições ou procuram alimentos mais calóricos como uma forma de conforto.

O estresse também pode prejudicar o sono e diminuir a disposição para atividades físicas, criando uma combinação que pode dificultar o controle do peso.

Por isso, controlar o peso não deve ser tratado apenas como uma questão de força de vontade.

Cuidar da rotina, do sono, do descanso e das formas de lidar com o estresse também pode fazer parte de uma estratégia de saúde.

7. Você pode estar comendo por hábito, e não apenas por fome

Nem toda vontade de comer significa fome física.

É possível sentir vontade de comer ao:

  • assistir televisão;
  • trabalhar diante do computador;
  • ficar entediado;
  • estar ansioso;
  • chegar em casa depois de um dia difícil;
  • encontrar determinado alimento disponível.

Esses comportamentos podem se repetir até se tornarem automáticos.

Uma maneira de perceber isso é perguntar antes de comer:

“Estou realmente com fome ou estou reagindo a uma situação, emoção ou hábito?”

Essa pergunta não precisa servir para proibir a comida. Ela pode simplesmente ajudar a aumentar a consciência sobre os próprios hábitos.

Mesa com alimentos, bebidas e elementos que representam hábitos relacionados ao ganho de peso

8. Alguns medicamentos podem contribuir para o ganho de peso

Alguns medicamentos podem favorecer o ganho de peso em determinadas pessoas.

Entre os exemplos descritos pela Mayo Clinic estão alguns corticosteroides, determinados antidepressivos, medicamentos anticonvulsivantes, alguns medicamentos para diabetes, antipsicóticos e certos betabloqueadores.

Isso não significa que você deva interromper ou alterar qualquer medicamento por conta própria.

Se o ganho de peso começou depois do início de um tratamento, converse com o profissional que acompanha você. Ele poderá avaliar se existe relação e se há alguma alternativa adequada.

9. Algumas condições de saúde podem estar envolvidas

Em determinadas situações, o ganho de peso pode estar relacionado a uma condição médica.

Entre as possibilidades estão alterações hormonais e metabólicas, como hipotireoidismo e síndrome de Cushing, além de outras condições que podem afetar o metabolismo, o apetite ou o nível de atividade física.

Isso não significa que toda pessoa que ganhou peso tenha algum problema de saúde.

Porém, quando o aumento é persistente, rápido ou acontece sem uma mudança aparente nos hábitos, vale conversar com um profissional.

10. A idade e as mudanças na rotina podem influenciar

O corpo e a rotina mudam ao longo da vida.

Com o envelhecimento, por exemplo, pode ocorrer redução da massa muscular e diminuição da atividade física, o que pode alterar as necessidades energéticas e tornar mais difícil manter o mesmo peso sem ajustes na rotina.

Além disso, mudanças no trabalho, na família, nos horários, no sono e na alimentação podem modificar bastante o gasto de energia e os hábitos alimentares.

Por isso, uma estratégia que funcionava alguns anos atrás pode precisar ser adaptada à rotina atual.

Como descobrir por que estou engordando?

Em vez de procurar uma única explicação, tente observar o conjunto da sua rotina.

Algumas perguntas podem ajudar:

  • Minha alimentação mudou nos últimos meses?
  • Estou comendo mais entre as refeições?
  • Passei a consumir mais bebidas calóricas?
  • Estou me movimentando menos?
  • Estou dormindo menos?
  • Estou passando por um período de muito estresse?
  • Comecei algum medicamento recentemente?
  • Tenho outros sintomas além do ganho de peso?
  • Meu peso aumentou rapidamente ou de forma gradual?

Anotar alimentação, horários, sono, atividade física e mudanças na rotina por alguns dias pode ajudar a identificar padrões.

O objetivo não é criar uma fiscalização rígida da alimentação, mas entender o que mudou.

Estou engordando mesmo comendo pouco. O que pode ser?

Essa é uma dúvida comum e merece uma avaliação individual.

A percepção de comer pouco pode coexistir com mudanças na quantidade total consumida, na frequência das refeições, nas bebidas, nos lanches e no nível de atividade física.

Além disso, condições de saúde, medicamentos, sono e outros fatores também podem participar do ganho de peso.

Por isso, se você realmente percebe um aumento de peso sem uma explicação clara, principalmente quando ele acontece de forma persistente ou rápida, é melhor procurar avaliação profissional.

O que fazer para evitar o ganho de peso?

Não é necessário tentar mudar tudo de uma vez.

Algumas medidas podem ajudar:

  1. Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.
  2. Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes.
  3. Fazer refeições mais completas e equilibradas.
  4. Reduzir o excesso de bebidas açucaradas.
  5. Diminuir o consumo frequente de ultraprocessados.
  6. Evitar longos períodos de sedentarismo.
  7. Aumentar gradualmente a atividade física.
  8. Cuidar da qualidade e da duração do sono.
  9. Observar situações que levam a comer sem fome.
  10. Procurar ajuda profissional quando houver dificuldade persistente.

Para reunir orientações básicas sobre alimentação e perda de peso saudável, veja também [Emagrecimento: Guia Completo para Perder Peso com Saúde].

Ganho de peso significa que estou comendo errado?

Não necessariamente.

O peso corporal é influenciado por diversos fatores, e o Ministério da Saúde — Excesso de peso e obesidade destaca justamente o caráter multifatorial do excesso de peso.

Fatores biológicos, sociais, ambientais, comportamentais e relacionados à saúde podem atuar juntos.

Por isso, é inadequado resumir o ganho de peso simplesmente à falta de disciplina ou força de vontade.

O mais útil é identificar quais aspectos da rotina podem ser modificados e quais precisam de avaliação profissional.

Quando procurar um profissional?

Procure avaliação médica ou nutricional quando:

  • o ganho de peso for rápido ou persistente;
  • você não identificar nenhuma mudança aparente na rotina;
  • houver outros sintomas associados;
  • o ganho de peso começar depois de um novo medicamento;
  • houver dificuldade persistente para perder peso;
  • dietas anteriores tiverem provocado ciclos repetidos de perda e ganho de peso.

Uma avaliação individual pode considerar alimentação, atividade física, sono, medicamentos, histórico de saúde e outros fatores relevantes.

O cuidado do excesso de peso deve ser individualizado e, quando necessário, multidisciplinar.

Mulher adulta descansando em casa enquanto representa a relação entre sono, estresse e controle do peso

Perguntas frequentes

Por que estou engordando se não como muito?

O ganho de peso pode estar relacionado ao conjunto da alimentação, atividade física, sono, estresse, medicamentos, condições de saúde e outros fatores. Se o aumento persistir sem uma explicação clara, vale procurar avaliação profissional.

O estresse pode fazer engordar?

O estresse pode influenciar os hábitos alimentares, o sono e a atividade física, fatores que podem contribuir para o ganho de peso. A relação varia de pessoa para pessoa.

Dormir pouco faz engordar?

A falta de sono está associada a alterações no apetite e a outros comportamentos que podem favorecer o ganho de peso. Porém, o peso corporal depende de diversos fatores.

Alguns medicamentos podem causar ganho de peso?

Sim. Alguns medicamentos podem favorecer o ganho de peso em determinadas pessoas. Nunca interrompa um tratamento por conta própria; converse com o profissional responsável.

Quando o ganho de peso precisa ser investigado?

Quando o aumento é rápido, persistente, sem causa aparente ou acompanhado de outros sintomas, é recomendável procurar avaliação profissional.

Conclusão

Se você está se perguntando “por que estou engordando?”, a resposta pode não estar em um único alimento ou hábito.

Alimentação, atividade física, sono, estresse, medicamentos, condições de saúde, idade e mudanças na rotina podem participar do processo.

Em vez de buscar uma solução radical, o primeiro passo é observar o que mudou e identificar quais fatores podem estar contribuindo.

Pequenas mudanças sustentáveis na alimentação e na rotina podem fazer parte de um processo de emagrecimento mais saudável. E, quando existe ganho de peso persistente ou sem explicação, contar com orientação profissional é a maneira mais segura de investigar o problema.

Fontes confiáveis

Aviso: Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissionais de saúde.

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