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O que causa infecção urinária? Principais causas e fatores de risco

O que causa infecção urinária? A infecção urinária geralmente é causada pela entrada e multiplicação de bactérias no sistema urinário. Na maioria dos casos, esses microrganismos chegam pela uretra e alcançam a bexiga, provocando uma infecção conhecida como cistite.

A bactéria mais frequentemente associada às infecções urinárias é a Escherichia coli, também chamada de E. coli. Ela normalmente vive no intestino, mas pode alcançar a região da uretra e se multiplicar no trato urinário.

A infecção também pode atingir outras partes do sistema urinário, como os rins. Quando isso acontece, o quadro pode ser mais grave e exigir atendimento médico rápido.

Importante: sintomas urinários não devem ser tratados apenas com receitas caseiras. Ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, sangue na urina, febre ou dor nas costas precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Para entender melhor o tema, leia também o nosso guia completo sobre Infecção Urinária

 

Como a infecção urinária começa?

O sistema urinário é formado por:

  • rins;
  • ureteres;
  • bexiga;
  • uretra.
Em condições normais, a urina e os mecanismos naturais de defesa ajudam a eliminar microrganismos. Porém, algumas situações facilitam a entrada ou a multiplicação de bactérias.
 

O processo costuma ocorrer da seguinte forma:

  1. Bactérias presentes na região intestinal ou genital alcançam a entrada da uretra.
  2. Os microrganismos sobem pelo canal urinário.
  3. Eles podem se multiplicar na bexiga.
  4. Em alguns casos, a infecção pode subir pelos ureteres e atingir os rins.
 

As infecções da bexiga são mais comuns, mas uma infecção não tratada adequadamente pode evoluir para uma infecção renal.

Para conhecer os principais sinais, leia também Sintomas de infecção urinária: 12 sinais de alerta.

Principais causas da infecção urinária

Bactérias da própria flora intestinal

A principal causa da infecção urinária é a migração de bactérias da região intestinal para a uretra. A E. coli é responsável por grande parte das infecções urinárias, especialmente quando alcança a bexiga.

Isso pode acontecer pela proximidade entre o ânus e a uretra, principalmente em pessoas que possuem uretra mais curta.
 

Relação sexual

A relação sexual pode aumentar o risco de infecção urinária porque o atrito e a movimentação da região podem levar bactérias em direção à uretra.

Esse risco pode ser maior quando existe:
  • frequência sexual elevada;
  • uso de espermicidas;
  • alterações da flora vaginal;
  • ressecamento ou atrofia vaginal;
  • histórico de infecção urinária recorrente.
Urinar depois da relação pode ajudar a eliminar parte das bactérias que chegaram à uretra, mas essa medida não garante proteção completa.
 
A atividade sexual pode favorecer a entrada de bactérias na uretra, mas a infecção urinária comum não é considerada uma infecção sexualmente transmissível.

Uretra mais curta

Pessoas com uretra mais curta tendem a apresentar maior risco de infecção urinária porque as bactérias percorrem uma distância menor até chegar à bexiga.

Esse é um dos motivos pelos quais a infecção urinária é mais frequente em mulheres, embora também possa ocorrer em homens.
 

Esvaziamento incompleto da bexiga

Quando a bexiga não é esvaziada completamente, uma quantidade de urina permanece no local. Essa urina residual pode facilitar a multiplicação de bactérias.

O esvaziamento incompleto pode estar relacionado a:
  • aumento da próstata;
  • alterações neurológicas;
  • problemas nos músculos da bexiga;
  • estreitamentos da uretra;
  • cálculos urinários;
  • dificuldade para urinar;
  • alguns medicamentos.
 

Segurar a urina por muito tempo

Reter a urina por longos períodos pode dificultar a eliminação natural de bactérias e favorecer a permanência de microrganismos na bexiga.

Segurar a urina ocasionalmente não significa que a pessoa necessariamente terá uma infecção. Porém, transformar esse comportamento em hábito pode contribuir para problemas urinários, especialmente quando existem outros fatores de risco.

Baixa ingestão de líquidos

Beber pouca água pode reduzir o volume de urina e diminuir a frequência das micções. Com isso, o sistema urinário pode eliminar menos bactérias.

A baixa ingestão de líquidos não é a única causa de infecção urinária, mas pode contribuir para o risco, principalmente em pessoas que já apresentam outros fatores predisponentes.
A quantidade adequada de líquidos varia de acordo com a idade, o peso, o nível de atividade física e as condições de saúde. Pessoas com doenças cardíacas ou renais devem seguir a orientação do profissional responsável pelo acompanhamento.
 

Uso de cateter urinário

O cateter urinário pode facilitar a entrada de bactérias no trato urinário, especialmente quando permanece por períodos prolongados.

O risco pode aumentar conforme:
  • tempo de permanência do cateter;
  • manipulação do dispositivo;
  • falhas na técnica de inserção;
  • abertura do sistema de drenagem;
  • presença de outras doenças.
Pessoas que utilizam cateter devem seguir cuidadosamente as orientações da equipe de saúde e procurar atendimento se apresentarem febre, dor, alteração importante na urina ou piora do estado geral.

Cálculos urinários

Pedras nos rins ou em outras partes do trato urinário podem dificultar a passagem da urina e favorecer o acúmulo de bactérias.

Além disso, os cálculos podem causar:
  • dor intensa;
  • sangue na urina;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • obstrução do fluxo urinário.
Quando existe obstrução associada a uma infecção, o quadro pode ser mais grave e precisa de avaliação médica.
 

Alterações anatômicas ou funcionais

Algumas alterações do sistema urinário podem aumentar o risco de infecção. Entre elas estão:

  • estreitamento da uretra;
  • refluxo da urina em direção aos ureteres;
  • alterações congênitas;
  • divertículos na bexiga;
  • obstruções;
  • problemas no funcionamento da bexiga.
Essas condições podem dificultar a eliminação da urina ou favorecer a permanência de bactérias.
 

Gravidez

Durante a gravidez, alterações hormonais e anatômicas podem modificar o funcionamento do trato urinário. O crescimento do útero também pode interferir no fluxo normal da urina.

Por esse motivo, a infecção urinária na gravidez precisa de atenção especial, mesmo quando os sintomas parecem leves.
 
Gestantes devem procurar orientação médica ao apresentar:
  • ardência para urinar;
  • aumento da frequência urinária;
  • dor na parte inferior do abdômen;
  • febre;
  • dor nas costas;
  • mal-estar;
  • sangue na urina.
 

Menopausa

Após a menopausa, a redução do estrogênio pode causar alterações na mucosa e na flora da região genital e urinária. Essas mudanças podem aumentar a vulnerabilidade a infecções em algumas pessoas.

Ressecamento, ardência e sintomas urinários também podem ter outras causas. Por isso, o diagnóstico não deve ser feito apenas pelos sintomas.
 

Diabetes e outras condições de saúde

Algumas condições podem aumentar o risco de infecção urinária ou dificultar o controle da infecção, como:

  • diabetes;
  • imunidade reduzida;
  • doenças neurológicas;
  • alterações renais;
  • problemas na bexiga;
  • histórico de infecções recorrentes.
O risco também pode ser influenciado pela idade, pelo uso de determinados medicamentos e pela presença de alterações estruturais no sistema urinário.

Constipação intestinal

A constipação pode afetar o funcionamento da bexiga e dificultar seu esvaziamento adequado. Em algumas pessoas, isso pode contribuir para o surgimento de infecções urinárias.

Esse fator é especialmente relevante em crianças, idosos e pessoas com alterações neurológicas ou problemas de mobilidade.
 

A infecção urinária pode ser causada por falta de higiene?

A higiene inadequada pode favorecer a presença e a transferência de bactérias para a região da uretra. No entanto, a infecção urinária não deve ser explicada apenas por “falta de higiene”.

O excesso de higiene, o uso frequente de produtos irritantes e duchas internas também podem alterar a proteção natural da região genital.
 
Alguns cuidados importantes incluem:
  • limpar a região íntima sem excesso;
  • evitar produtos perfumados ou irritantes;
  • realizar a higiene da frente para trás após evacuar;
  • trocar roupas íntimas úmidas;
  • evitar permanecer com roupas molhadas por longos períodos;
  • não utilizar duchas internas sem orientação profissional.
A higiene adequada reduz alguns riscos, mas não elimina todas as possibilidades de infecção.
 

A infecção urinária pode ser causada por alimentos?

Alimentos, em geral, não são a causa direta de uma infecção urinária bacteriana. Porém, determinados hábitos alimentares podem influenciar a hidratação e a irritação da bexiga.

Beber pouca água, por exemplo, pode contribuir para uma menor frequência urinária. Já bebidas com cafeína, álcool ou grande quantidade de açúcar podem piorar o desconforto em algumas pessoas, embora não sejam necessariamente a causa da infecção.
O artigo Infecção urinária: cuidados que podem aliviar os sintomas e quando procurar atendimento explica quais medidas podem aliviar o desconforto e quando é necessário procurar atendimento médico.

O frio causa infecção urinária?

O frio, por si só, não causa uma infecção urinária. A causa mais comum é a presença e a multiplicação de bactérias no trato urinário.

Algumas pessoas podem perceber mudanças nos sintomas durante períodos frios por causa de alterações nos hábitos, como:
  • beber menos água;
  • segurar mais a urina;
  • permanecer com roupas úmidas;
  • reduzir a frequência das idas ao banheiro.
Por isso, a prevenção deve se concentrar nos fatores realmente relacionados ao risco.
 

A infecção urinária passa de uma pessoa para outra?

A infecção urinária comum não costuma ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Ela geralmente surge quando bactérias da própria região intestinal ou genital chegam ao trato urinário.

A relação sexual pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver infecção urinária, mas isso não significa que a infecção tenha sido “passada” pelo parceiro.
 
Sintomas como corrimento, feridas, bolhas, dor durante a relação ou secreção genital podem indicar uma infecção sexualmente transmissível ou outra condição que precisa de avaliação específica.
 

Quem tem maior risco de desenvolver infecção urinária?

Algumas pessoas apresentam risco aumentado, especialmente:

  • mulheres;
  • gestantes;
  • pessoas na menopausa;
  • pessoas com histórico de infecção urinária recorrente;
  • homens com aumento da próstata;
  • pessoas que utilizam cateter;
  • pessoas com cálculos urinários;
  • pessoas com diabetes;
  • pessoas com alterações neurológicas;
  • crianças com alterações no trato urinário;
  • idosos;
  • pessoas com imunidade reduzida.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá uma infecção. O risco depende da combinação de características individuais e condições de saúde.

Quando procurar atendimento médico?

Procure avaliação médica se houver sintomas como:

  • ardência ou dor ao urinar;
  • vontade frequente de urinar;
  • urgência para urinar;
  • dor na parte inferior do abdômen;
  • sangue na urina;
  • urina turva ou com alteração incomum de odor;
  • febre;
  • calafrios;
  • dor nas costas ou na lateral do corpo;
  • náuseas ou vômitos;
  • confusão mental;
  • fraqueza intensa;
  • piora rápida dos sintomas.
Atenção especial deve ser dada a gestantes, crianças, homens, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Febre, dor lombar, vômitos ou mal-estar intenso podem indicar que a infecção alcançou os rins ou que existe uma complicação. Nesses casos, não espere os sintomas desaparecerem sozinhos.
 

Como diminuir o risco de infecção urinária?

Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco:

  • beber líquidos de acordo com as necessidades individuais;
  • urinar quando sentir vontade;
  • evitar segurar a urina por longos períodos;
  • esvaziar a bexiga após a relação sexual;
  • manter higiene íntima adequada, sem excesso;
  • evitar produtos irritantes na região genital;
  • tratar a constipação;
  • seguir corretamente as orientações para uso de cateter;
  • investigar infecções recorrentes;
  • não usar antibióticos por conta própria.
Esses cuidados ajudam na prevenção, mas não substituem a avaliação de um profissional quando surgem sintomas.
 

Como a causa da infecção urinária é identificada?

O profissional de saúde pode avaliar:

  • sintomas;
  • duração do quadro;
  • histórico de infecções;
  • doenças preexistentes;
  • uso de medicamentos;
  • possibilidade de gravidez;
  • sinais de infecção nos rins;
  • necessidade de exames.
Em algumas situações, pode ser necessário realizar exames de urina e, dependendo do caso, outros testes para verificar a presença de bactérias, inflamação, sangue ou alterações no trato urinário.
 
O tratamento depende da localização e da gravidade da infecção, além das características da pessoa. Por isso, não é recomendado escolher antibióticos ou interromper o tratamento sem orientação.
 

Perguntas frequentes

O que mais causa infecção urinária?

A causa mais comum é a entrada de bactérias, especialmente a E. coli, pela uretra até a bexiga. Relação sexual, baixa ingestão de líquidos, retenção de urina, cálculos, gravidez, menopausa, cateter e alterações urinárias podem aumentar o risco.

 

A falta de água causa infecção urinária?

A baixa ingestão de água não é a causa única da infecção, mas pode reduzir a eliminação de bactérias pela urina e contribuir para o risco, principalmente quando existem outros fatores associados.

 

Relação sexual causa infecção urinária?

A relação sexual não cria a bactéria, mas pode facilitar o deslocamento de microrganismos para a uretra e aumentar o risco de infecção, especialmente em pessoas predispostas.

 

Infecção urinária é uma doença contagiosa?

A infecção urinária comum não costuma ser contagiosa. Ela geralmente é causada por bactérias que já estavam no próprio corpo e alcançaram o trato urinário.

 

O frio causa infecção urinária?

Não diretamente. O frio não é a causa da infecção, mas pode modificar hábitos, como reduzir o consumo de água ou aumentar o tempo sem urinar.

 

É possível ter infecção urinária sem sentir sintomas?

Sim. Algumas pessoas podem apresentar bactérias na urina sem sintomas. Essa situação é diferente de uma infecção urinária sintomática e não deve ser tratada automaticamente sem avaliação médica.

Infecção urinária pode chegar aos rins?

Sim. Uma infecção que começa na bexiga pode alcançar os rins, especialmente quando não é tratada adequadamente ou quando existem obstruções e outros fatores de risco.

 

O que fazer ao suspeitar de infecção urinária?

Procure avaliação de um profissional de saúde, principalmente se houver febre, dor nas costas, sangue na urina, vômitos, gravidez ou piora rápida. Evite usar antibióticos por conta própria.

 

Conclusão

A infecção urinária geralmente acontece quando bactérias, principalmente a E. coli, entram pela uretra e se multiplicam no trato urinário. Relação sexual, uretra mais curta, baixa ingestão de líquidos, retenção de urina, cálculos, alterações anatômicas, cateter, gravidez, menopausa e algumas doenças podem aumentar o risco.

Prevenir é importante, mas os cuidados do dia a dia não substituem o diagnóstico e o tratamento adequados. Em caso de febre, dor nas costas, sangue na urina, vômitos ou mal-estar intenso, procure atendimento médico.
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